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O “caução aluguel” ou “depósito caução” é uma das opções para ter uma boa garantia locatícia. Neste texto, você vai ficar sabendo dos 6 principais tipos de seguro de aluguel, afinal fechar uma garantia é essencial para ter mais segurança na locação do seu imóvel.

Embora o mais conhecido e utilizado seja o fiador, o caução já é a segunda modalidade de garantia mais usada na cidade de São Paulo, segundo o Secovi.

Além disso, é importante oferecer várias opções para o inquilino. Muitas vezes, o tradicional seguro por fiador impossibilita a locação pelo fato do locatário não conseguir um. Isso acaba gerando insatisfação para ambas as partes, já que o cliente pode ser impedido de alugar e o proprietário pode ficar com o imóvel vazio.

Caução para aluguel e outras formas de garantia.

Como funciona o caução aluguel

O depósito caução é um valor depositado pelo inquilino já na assinatura do contrato. Esse valor pode ser parcelado e precisa constar no contrato de locação.

O futuro morador do imóvel precisa depositar em uma poupança um valor para ficar como garantia do aluguel. Esse valor, segundo a lei do inquilinato, não pode ultrapassar o valor de três aluguéis. No final do contrato, o dinheiro deve ser devolvido ao inquilino com a correção da poupança de todo o tempo que esteve depositado.


No entanto, se ao final da locação restarem pendências por parte do locatário, tais como multas contratuais por rescisão antecipada, danos ao imóvel, falta de pagamento de algum aluguel, entre outras, esses valores podem ser devidamente descontados ou abatidos. Quando o locatário deixar o imóvel, o processo deve ocorrer no menor tempo possível.

Devolução de depósito caução

A devolução da caução não tem um prazo estipulado na lei do inquilinato.

No entanto, levando em consideração que este valor deve ficar sempre depositado em uma caderneta de poupança, que não demanda tempo ou burocracia, é natural que o valor depositado seja devolvido assim que concluída a vistoria no imóvel e identificadas todas as pendências da locação.

Deposito Caução na Lei do Inquilinato

Conforme o artigo 38, inciso XII, da Lei nº 8.245/1991, conhecida como a Lei do Inquilinato.

“Artigo. 38:

A caução poderá ser em bens móveis ou imóveis.

§ 2º A caução em dinheiro, que não poderá exceder o equivalente a três meses de aluguel, será depositada em caderneta de poupança, autorizada, pelo Poder Público e por ele regulamentada, revertendo em benefício do locatário todas as vantagens dela decorrentes por ocasião do levantamento da soma respectiva.”

As garantias locatícias na Lei do Inquilinato

A locação de imóveis requer alguns cuidados para conferir maior segurança ao locador, já que essa é uma atividade suscetível a riscos – como a inadimplência. Para isso, a Lei nº 8.245/1991, conhecida como a Lei do Inquilinato, apresenta tipos de seguro de aluguel.
De acordo com o artigo 37, o locador pode exigir do locatário algumas modalidades de garantia locatícia, tais como: caução, fiança, seguro de fiança locatícia e cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.
Vale lembrar que essa exigência deve estar especificada no contrato de aluguel. Além disso, não é permitido mais de um tipo de seguro em um mesmo contrato.

Os 6 principais tipos de seguro de aluguel

1. Seguro fiança

O seguro fiança é uma opção bastante confiável para os locadores, embora onerosa para os locatários. Nesta modalidade de garantia, o inquilino precisa contratar uma seguradora e pagar o seguro, cuja cobertura pode variar de 2 até 30 meses de aluguel.
O pagamento do montante pode ser parcelado e outros valores, além do aluguel, também podem entrar na cobertura do seguro fiança – como condomínio e IPTU.

Caso o locatário fique inadimplente, o proprietário tem a garantia de que a seguradora se responsabilizará pelo pagamento.
A vantagem desse tipo de seguro de aluguel é que não requer muita burocracia. Contudo, nem sempre é favorável para o inquilino, pois pode pesar no seu orçamento.

2. Título de capitalização

Neste tipo de seguro de aluguel, o locatário deve adquirir um título de capitalização que esteja vinculado ao contrato de locação. O valor do título varia conforme o da locação, sendo geralmente de 8 a 12 vezes o preço do aluguel, além das taxas.


O montante do título de capitalização não pode ser movimentado durante a vigência do contrato. Apenas no fim é que o inquilino pode reaver o título, com as correções monetárias.
Caso o locatário possua dívidas ou o imóvel tenha sofrido prejuízos indevidos durante a locação, o proprietário poderá resgatar o título de capitalização. Já se o locatário estiver em dia com suas obrigações, é seu direito sacar o valor de volta.

3. Caução hipotecária

Na caução hipotecária, a garantia de aluguel consiste na hipoteca de um imóvel. Essa propriedade fica vinculada ao contrato de locação e, em casos de inadimplência, pode ocorrer a penhora.


Neste caso, o inquilino deve oferecer como garantia um imóvel quitado e com escritura pública. A hipoteca fica, então, registrada em cartório. Ao final do contrato de aluguel, estando o locatário quite com suas obrigações, deve-se emitir uma carta solicitando a baixa.

4. Fiador

O fiador é uma pessoa que tem imóvel próprio e aceita colocá-lo como garantia locatícia para o inquilino. Ele também deve comprovar uma renda mensal, no mínimo, três vezes maior que o valor do aluguel.

Caso o locatário fique inadimplente, a responsabilidade do pagamento recai sobre o fiador. Se ele também não honrar com o compromisso, pode ter seu imóvel penhorado.

Como esse tipo de seguro de aluguel representa um risco considerável, nem sempre é fácil encontrar um fiador. Além disso, é comum que proprietários exijam que o imóvel do fiador esteja na mesma cidade do imóvel que será alugado, o que cria ainda mais obstáculos.

5. Cessão fiduciária

Neste tipo de seguro de aluguel, a garantia consiste em um fundo de investimentos, com valor quase sempre correspondente a 12 aluguéis e encargos locatícios. O inquilino deve registrar o contrato de aluguel junto à administradora do fundo oferecido como garantia.

Com isso, é gerado um termo de cessão fiduciária que determina que, em casos de inadimplência, o locador pode requerer o número de quotas equivalente ao valor da dívida. No final do contrato, se não houver qualquer débito, basta o inquilino reaver o valor do investimento com as devidas atualizações.

6. Depósito caução

Como já muito comentado neste Post. O depósito caução é um dos tipos de seguro de aluguel mais simples e práticos. Contudo, o inquilino precisa ter alguma economia para arcar com essa responsabilidade.

O locatário apenas precisa fazer um depósito em dinheiro ou uma transferência bancária com o valor da caução em uma conta poupança. Esse valor geralmente equivale a três meses do valor do aluguel.

O depósito caução fica guardado até que o locatário decida deixar o imóvel, quando o contrato terminar. Nesse caso, ele recebe de volta o valor, juntamente com os juros da aplicação e correção monetária.

Como escolher o seguro de aluguel mais adequado?

Como você viu, existem vários tipos de seguro de aluguel. É importante que você escolha o mais adequado para o seu caso. Para isso, considere a análise de crédito e outros dados do inquilino. Eles te orientarão sobre qual o melhor seguro, considerando o perfil do cliente.

Inclusive, não deixe de levar em conta as preferências e as condições do seu locatário. É essencial oferecer diferentes opções, a fim de facilitar a locação.

Pensando tanto nas facilidades para o seu futuro locatário, quanto na sua segurança como locador, logo vocês entrarão em um acordo sobre qual é o melhor tipo de seguro de aluguel para ambas as partes.

Quer ainda mais segurança na hora de alugar o seu imóvel? Então, conheça outras opções de seguro e garantia de aluguel!

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